Mosquitos



Mosquitos

Algumas espécies de mosquitos realizam suas adaptabilidades em áreas urbanas, participando da dinâmica das metrópoles como fossem seus habitats naturais, haja vista que espécies estas encontram com fartura, alimento, abrigo e criadouros específicos ao seu desenvolvimento.

A população humana sofre com estes insetos, seja pelo desconforto das picadas , quadros de alergias, coceiras ou pelo mais sério dos danos, as doenças veiculadas por algumas espécies: ocorrências de epidemias de dengue é freqüente nos grandes centros urbanos de nosso país. 

As espécies comumente encontradas e influentes nas metrópoles brasileiras são: o pernilongo – Culex quinquefaciatus sp.  e o Aedes aegypiti sp. o primeiro se reproduz em águas ricas em matéria orgânica, o segundo em água limpa e parada. Observa-se também a população de Quironomídeos sp. que desenvolve-se em áreas com relevos de mar, lagos, lagoas.

Díteros como Simulídeos e Maruins são fartamente encontrado em áreas urbanas.

O alimento e o abrigo existentes nas áreas urbanas são fartos para o desenvolvimento e proliferação das espécies exemplificadas acima. Não somente as unidades públicas e privadas de controle de infestação dessas populações devem atuar em coibição ao desempenho dessas faunas como também a população, em grupo ou individualmente. A conscientização do indivíduo e sua ação direcionada ao controle do ambiente, visando o impedimento de formação de criadouros desses animais,  representa a melhor estratégia para coibir a proliferação destes  junto ao ser humano habitante das áreas urbanas. 

 

Aedes Aegypti 

 

Reino:         Arthropoda (pés articulados);

Classe:        Hexapoda (três pares de patas);

Ordem:        Diptera (um par de asas anterior funcional e um par posterior transformado em halteres);

Família:       Culicidae;

Gênero:       Aedes.

 

 

 

 

 

dengue é transmitida para o homem através da picada do mosquito Aedes aegypti (aedes do grego “odioso” e ægypti do latim “do Egipto”). Mais conhecido como mosquito da dengue, ele pertence a uma espécie de mosquito da família Culicidae proveniente de África e que já pode ser encontrado por quase todo o mundo, com mais ocorrências nas regiões tropicais e subtropicais, sendo dependente da concentração humana no local para se estabelecer.

mosquito da dengue (Aedes aegypti) é o vector de doenças graves, como o dengue e a febre amarela, e por isso o controle de sua reprodução é considerado assunto de saúde pública.

Aedes aegypti é um mosquito que se encontra ativo e pica durante o dia, ao contrário do Anopheles, vector da malária, que tem atividade crepuscular (durante o amanhecer ou anoitecer) tendo como vítima preferencial o homem. 

O mosquito da dengue deposita seus ovos em diversos locais e rapidamente se transformam em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto. Assim como na maioria dos demais mosquitos, somente as fêmeas se alimentam de sangue para a maturação de seus ovos; os machos se alimentam apenas substâncias vegetais e açucaradas.

Os ovos dos mosquitos são depositados normalmente em áreas urbanas, em locais com pequenas quantidades de água limpa, sem a presença de matéria orgânica em decomposição e sais. Em função disso, a água é ácida. Normalmente, eles escolhem locais que estejam sombreados e em zonas residenciais. Por isso, é importante não deixar objetos com água parada dentro de casa ou no quintal. Sem este ambiente favorável, o Aedes aegypti não consegue se reproduzir. Ver formas de prevenção da dengue

 

Ciclo de vida

 

O mosquito da dengue pode ser encontrado nas regiões tropicais de África e da América do Sul, chegando à Ilha da Madeira, em Portugal e ao estado da Flórida nos Estados Unidos da América. Nesta área, a presença do mosquito está diminuindo em virtude da competição com outra espécie do mesmo gênero, o Aedes albopictus. Porém o A. albopictus também é um vetor da dengue, bem como de vários tipos de encefalite equina. A competição entre as duas espécies ocorre devido ao fato de a fêmea do Aedes aegypti se acasalar tanto com o macho de sua espécie quanto com o macho do A. albopictus que é mais agressivo e, sendo de outra espécie, gera ovos inférteis, reduzindo assim a população de Aedes aegypti. No Brasil, o único mosquito que transmite a dengue é o Aedes aegypti.

O mosquito da dengue (Aedes aegypti) é sensível a repelentes baseados no composto N,N-dietilmetatoluamida. 

A dengue é transmitida pela fêmea do Aedes aegypti. Seu ciclo de reprodução do ovo-ovo é de 10 dias.  Quando o mosquito nasce, ela passa por quatro estágios de crescimento, que podem durar oito dias no total. Depois ela se transforma em pupa, estágio que dura, aproximadamente, dois dias. Depois de sair da pupa, o mosquito adulto já pode se reproduzir e botar ovos, quando o ciclo se reinicia.

mosquito da dengue é menor que os mosquitos comuns, tem, em média, 0,5 cm de comprimento. Ele é preto com pequenos riscos brancos no dorso, na cabeça e nas pernas. Suas asas são translúcidas e o ruído que produzem é praticamente inaudível ao ser humano.

O macho alimenta-se de frutas ou outros vegetais adocicados. Já as fêmeas se alimentam de sangue animal, principalmente humano. É no momento que está retirando o sangue que a fêmea contaminada transmite o vírus da dengue para o ser humano. Na picada, ela aplica uma substância anestésica, fazendo com que não haja dor na picada.

As fêmeas costumam picar o ser humano no começo da manhã ou no final da tarde. Picam nas regiões dos pés, tornozelos e pernas. Isto ocorre, pois costumam voar a uma altura máxima de meio metro do solo. 

 

A diferença entre o Aedes aegypti e o Culex quinquefaciatus, o pernilongo doméstico.

 

O primeiro é muito ágil, se reproduz em água limpa, ataca em plena luz do dia e é responsável por transmitir a dengue no Brasil. O segundo prefere a madrugada, coloca seus ovos em água suja e rica em matéria orgânica em decomposição e atormenta as noites de sono com seu zumbido. Com a chegada do verão, acelera-se o ciclo reprodutivo e de desenvolvimento dos dois mosquitos mais urbanos do mundo: o Aedes aegyptie o Culex quinquefaciatus, o pernilongo doméstico.

 

É muito comum na época de chuvas encontrar larvas de mosquitos em águas sujas, cheias de material em decomposição, como esgotos e fossas. Essas larvas podem ser de A. aegypti?

 

Não. É importante lembrar que o A. aegypti só deposita seus ovos preferencialmente em águas limpas. Suas larvas não conseguem sobreviver em reservatórios poluídos, com dejetos e muita matéria orgânica. Quando são encontradas larvas em poças com água contaminada, muito barrenta, em esgotos a céu aberto, em valões ou outros criadouros semelhantes, certamente não são larvas de A. aegypti. Provavelmente, trata-se de larvas de Culex quinquefaciatus, o pernilongo doméstico. Ao contrário do A. aegypti, o Culex prefere colocar seus ovos em criadouros bastante poluídos, com muita matéria orgânica em decomposição.



Quais são os criadouros preferenciais dos dois mosquitos?

 

A. aegypti só coloca seus ovos em água limpa, não necessariamente potável, mas obrigatoriamente com pouco material em decomposição. Por isso, é importante reforçar para a população que alguns cuidados básicos em relação aos reservatórios de água são fundamentais para o controle do vetor da dengue: tampar caixas e tonéis de água, desentupir ralos que possam acumular água, jogar fora pneus velhos, evitar deixar garrafas e recipientes que possam acumular água da chuva em área descoberta e virá-los de cabeça para baixo, eliminar pratinhos com água embaixo dos vasos de planta.

Depósitos de água suja e contaminada, esgotos, valões, fossas e todo reservatório de água com muito material orgânico são os criadouros preferenciais do Culex. Portanto, água contaminada acumulada e esgotos a céu aberto têm grande importância para a saúde pública, pois podem causar diversos problemas à população, mas não se configuram como criadouros potenciais do mosquito transmissor da dengue.



Ao lado do A. aegypti, o Culex é considerado uma das mais importantes pragas urbanas do mundo. Quais as diferenças entre os dois mosquitos?

 

Culex é considerado uma espécie cosmopolita, ou seja, presente em quase todo o mundo, e é ainda mais urbano que o A. aegypti. Os dois possuem uma preferência por se alimentar de sangue humano e estão muito associados à presença do homem. No Brasil, quando nos afastamos de cidades e áreas urbanas, é difícil verificar a presença de qualquer um dos dois. Todo o seu ciclo de vida, o acasalamento e a postura dos ovos, se dá dentro ou próximo de domicílios. Apesar disso, os dois mosquitos apresentam muitas diferenças entre si. Além de preferirem criadouros diferentes, ovos, larvas e os próprios indivíduos adultos das duas espécies são muito distintos. Dentro das casas, é fácil diferenciá-los: quando adulto, o Culex tem uma coloração marrom e as pernas não possuem marcação clara, enquanto o A. aegypti é mais escuro e possui marcações brancas no corpo e nas pernas.

 

É muito comum encontrar as duas espécies dentro das casas, em praticamente todas as regiões do Brasil. Como elas se relacionam no ambiente doméstico?

 

A. aegypti está muito mais ativo durante o dia, em especial no início da manhã e no fim da tarde, alimentando-se de sangue, geralmente artes baixas do corpo, como pés e canelas. É um mosquito essencialmente diurno. É bom lembrar que isso não significa que ele não pique à noite. É um mosquito oportunista: se o morador deixar uma perna ou braço exposto próximo ao abrigo do A. aegypti, provavelmente será picado mesmo à noite. O Culex, por sua vez, é um mosquito estritamente noturno, que prefere se alimentar no horário em que as pessoas estão em repouso. À noite, no escuro, ele é atraído pelo gás carbônico emitido na respiração humana, voando próximo do rosto, e só depois escolhe um local para picar. É por isso que costumamos ouvir zumbidos tão característicos de sua aproximação. O A. aegypti é um mosquito discreto, raramente notado quando se alimenta de sangue, e muito arisco, fugindo com qualquer movimento mais brusco. O Culex chega fazendo barulho próximo ao ouvido e não é tão difícil de apanhar quanto o outro. Dentro das residências os dois convivem bem e costumam ser encontrados nos mesmos abrigos: debaixo de mesas, atrás de móveis, entre cortinas e em nichos de estantes, por exemplo. 

 

As larvas dos mosquitos também apresentam diferenças morfológicas e de comportamento?

 

Existem algumas diferenças entre as larvas dos dois mosquitos, como o tamanho da cabeça e do tórax, maiores no Culex, e a forma do sifão respiratório, menor e mais grosso no A. aegypti. Outra diferença é a sensibilidade à luz. As larvas dos dois mosquitos possuem fototropismo negativo, o que quer dizer que não convivem bem com o excesso de luz e, por isso, procuram as partes mais escuras dos criadouros. Porém, a aversão à luz é muito mais acentuada no A. aegypti. As larvas tendem a se acumular no canto mais escuro dos focos, enquanto as de Culex estão mais espalhadas por todo o criadouro. Se aproximarmos um feixe de luz de um foco, as larvas dos dois mosquitos se afastam, mas no A. aegypti esse movimento de fuga é muito mais acentuado.

 

Quanto ao ciclo de desenvolvimento, as diferenças são significativas?

 

Em geral, o A. aegypti e o Culex possuem um tempo de desenvolvimento – da eclosão da larva até o aparecimento do adulto – parecido, que varia de acordo com a temperatura, levando cerca de 8 a 10 dias no verão. No inverno, ambos têm ritmo de desenvolvimento mais lento. 

 

Uma das principais dificuldades no controle da população do A. aegypti é a grande resistência de seus ovos ao ressecamento. O mesmo ocorre com o Culex?

 

Não. Os ovos das duas espécies são muito diferentes. O A.aegypti coloca os ovos na parte úmida próxima à lâmina d’água e não diretamente na água. Eles são capazes de ficar até um ano no seco e permanecer viáveis, capazes de originar mosquitos adultos quando encontram as condições propícias para eclodir. Juntas, essas características são muito importantes para a dispersão do mosquito e para a epidemiologia da dengue, uma vez que os ovos podem ser carregados para outras regiões pela ação humana e resistir até as chuvas do próximo verão, dificultando as ações de controle. Outra característica importante para a epidemiologia da dengue é que a fêmea do A. aegypti costuma depositar os ovos em diferentes criadouros em uma mesma postura.

Culex coloca seus ovos diretamente na água, sempre todos juntos, no mesmo criadouro. Envolvendo cada um dos ovos existe uma substância viscosa que os prende uns aos outros, formando uma “jangada”, composta por dezenas de ovos, grudados entre si, flutuando na superfície da água. Os ovos do Culex não possuem resistência à dessecação e murcham quando retirados da água, não sendo mais viáveis. 

 

Quantos ovos estas espécies chegam a colocar, em cada postura?

 

A quantidade de ovos colocados pelos dois mosquitos depende muito da quantidade de sangue ingerido pela fêmea, que é necessário para a maturação dos ovos. Em geral, as duas espécies costumam colocar cerca de cem ovos por postura, mas esse número pode chegar a 150 ou 200. O Aedes pode repetir o ciclo de alimentação e realizar a postura de ovos no intervalo de três a quatro dias. Mas é importante notar que nem todos chegam à fase adulta. 

 

O A. aegypti é o vetor da dengue, responsável pelos casos da doença que ocorrem no Brasil. O Culex também tem importância para a saúde pública?

 

Culex não transmite o vírus da dengue. Porém, além do incômodo que gera para a população, em algumas regiões do Brasil ele é responsável pela transmissão da filariose e de algumas arboviroses. O Culex é o principal vetor da filariose, popularmente conhecida como elefantíase. A doença é causada por vermes nematóides, conhecidos como filárias, que se alojam nos vasos linfáticos do hospedeiro, podendo levar, na fase crônica, ao inchaço e aumento excessivo dos membros inferiores. A predileção do Culex por sangue humano e seu hábito noturno facilitam a transmissão da doença. 

À noite, quando o indivíduo infectado está em repouso, as microfilárias deslocam-se para os vasos sanguíneos periféricos, ficando mais próximas da superfície da pele, o que facilita a infecção do mosquito quando este se alimenta de seu sangue. Apesar da incidência da doença ter diminuído muito no Brasil nas últimas décadas, a filariose ainda representa um problema grave em algumas regiões do país. OCulex é capaz de transmitir arboviroses, em especial encefalites e febres hemorrágicas graves, como a causada pelo vírus Oropouche, que no Brasil já ocorreu no Pará e em Rondônia. Além disso, o acúmulo de água contaminada e a existência de valões e esgotos a céu aberto, criadouros preferenciais do Culex, são demonstrações da falta de infraestrutura de algumas regiões do país e podem ser relacionadas a outras importantes doenças que ameaçam a população.

 

Simulídeos - Borrachudos

 

Reino:

Animalia

Filo:

Arthropoda

Classe:

Insecta

Ordem:

Diptera

Subordem:

Nematocera

Família:

Simuliidae

 

 

 

 

 

 

Aspectos biológicos

 

Os insetos do gênero Simulium são encontrados no território brasileiro nos estados de Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, tanto no interior como no litoral (Neves, 1991). Conhecidos como "borrachudos" ou "piuns são insetos holometábolos, de tamanho relativamente pequeno, de cor geralmente frisado à negro ou tons castanhos amarelos. As fêmeas diferenciam dos machos pelo tipo de facetas dos olhos: As fêmeas são diópticas com um só tipo de facetas (microfacetas) e os machos holópticas com macrofacetas e microfacetas. Os adultos (fêmeas e machos) podem viver na natureza de 3 a 4 semanas. As fêmeas ovipositam sobre pedras, galhos e folhas, substratos encontrados em cachoeiras, rios ou córregos. Cada fêmea coloca em média por postura 200 a 300 ovos, amadurecendo em torno de 5 a 6 dias dependendo da temperatura da água  e da espécie, como o Simulium pertinax. Após esse período, se inicia a eclosão das larvas que se fixam e se locomovem aderidas aos substratos através de uma teia, produzida por substância salivar. Essa fase larval, dura aproximadamente 15 dias formando um casulo quando pronta para empupar, originando a pupa.

Os sítios de desenvolvimento ovo-larva-pupa-adulto são cachoeiras, rios, ou córregos com correnteza e águas cristalinas, que favorecem a proliferação de microorganismos como algas, que servem de alimento para as formas larvárias desses insetos. Após 4 dias formado o alado o casulo se rompe e, dentro de uma bolha de ar que estoura no exato momento que atinge a superfície da água, o borrachudo é liberado.

Os adultos podem viver na natureza por mais ou menos 3 a 4 semanas, completando assim o ciclo de vida dos simulídeos. O raio de vôo dos adultos é aproximadamente 40 Km de distância a partir do curso d água. Os adultos usam como suporte de descanso arvores e plantas herbáceas. Apenas as fêmeas adultas são hematófagas; adultos alimentam-se de sucos vegetais. As fêmeas alimentam-se do sangue de mamíferos e aves e algumas espécies preferem o homem. O ato da picada é rápido e silencioso durando de 3 – 8 minutos. As picadas são indolores no principio devido as propriedade anestésicas da saliva, O local da picada varia conforme a espécie, por exemplo o Simulium paraguayense pica preferencialmente os membros inferiores. A atividade de alimentação das fêmeas ocorre principalmente nos períodos da manhã e tarde. O sangue ingerido é utilizado para o desenvolvimento dos ovos no interior das fêmeas, que varia conforme a temperatura ambiente.

Os insetos borrachudos representam um grave problema como insetoincômodo, principalmente nas áreas de encosta da Serra do Mar, ao longo do litoral dos Estado de São Paulo e Rio de Janeiro. Causam com suas picadas osteriormente, intenso prurido que duram quase sempre vários dias, podendo acarretar infecções secundárias. O quadro se apresenta mais sério, nas pessoas sensíveis, onde aparece eritema, febres, etc.

 

Medidas de prevenção contra picadas de borrachudos

 

A prevenção contra picadas de borrachudos dá-se com o uso de repelentes tópicos podendo ser naturais como citronela, óleo de alho e outros. Uma outra alternativa é a ingestão de vitaminas B6 horas antes de se expor aos borrachudos. Usar camisa de manga comprida , calça, meias ou botas evitando que fiquem partes do corpo expostas .Evitar as áreas que se concentra grande densidade de simulídeo no horário de pico de suas picadas é um meio de se proteger contra as picadas.

 

Controle de simulídeos

 

Nas áreas de encosta da Serra do Mar os borrachudos, devido a sua grande densidade e antropofilia se tornam um grande problema sócio econômico-sanitário.

Controle de Endemias (SUCEN), vem realizando trabalhos de controle deste inseto. A primeira iniciativa de controle deu-se em 1957 com aplicações de inseticidas químicos, organoclorados (DDT e BHC) de forma aleatória (SUCEN, 1977) nos rios, com a finalidade de diminuir a densidade larvária.

A partir de 1971, a SUCEN através do Programa de Controle de simulídeos, passou a utilizar inseticida químico, organofosforado (Abate 500-E- Cyanamide). A partir de 1986, no laboratório de Simulídeo de Caraguatatuba da SUCEN iniciou- se estudos para implantar um novo larvicida biológico a base de Bacillus thuringiensis var. isrealensis ( B.t.i.) que é utilizado até hoje.

 

Reino:

Animalia

Filo:

Arthropoda

Classe:

Insecta

Ordem:

Diptera

Subordem:

Nematocera

Família:

Chironomidae

 

 

 

 

 

 

 

 

Chironomidae é uma família de mosquitos da ordem Diptera que colonizam todos os ambientes aquáticos como rios, riachos, lagos, fitotelmas de plantas, poças de água temporárias, estações de tratamento de esgoto entre outras. Inclui gêneros com larvas semi-terrestres e terrestres.

É uma das poucas famílias de insetos que coloniza o bentos do litoral marinho sendo encontrada a até 40 metros de profundidade. Coloniza ambientes com altas altitudes como os Himalaias a 4.600 metros e até o lago Baikal a 1.000 metros de profundidade.(Epler, 2001)

Nas últimas décadas tem-se intensificado o estudo da família Chironomidae como causadores de alergias em populações humanas, quando suas nuvens entram em contato com olhos, boca e nariz, podendo desencadear rinites alérgicas, conjuntivite e urticária.

São conhecidos como pragas em plantações de arroz no Japão e em Veneza o governo gasta milhões de dólares para controlar a população de Chironomidae longe dos aeroportos e hotéis.

São considerados excelentes bioindicadores, pois em ambientes muito poluídos por matéria orgânica, e com pouco oxigênio dissolvido, as larvas de Chironomidae podem ser as únicas encontradas. Estudos de deformidades em caracteres taxonômicos em larvas, podem indicar a presença demetais pesados no ambiente aquático. As larvas de alguns gêneros de Chironomidae possuem hemoglobina. Por isto a fixação de oxigênio dissolvido na água ocorre de forma facilitada, dispensando a larva de subir à superfície para respirar.

 

Ciclo de vida

 

Seu ciclo de vida é holometábolo: ovo, larva (4 ínstares), pupa e adulto. O estágio larval corresponde a cerca de 95% de todo o seu ciclo de vida, e é neste estágio que ocorre a alimentação. Suas fêmeas não são hematófagas, e vivem exclusivamente para a reprodução. O ciclo de vida varia de acordo com o gênero, a disponibilidade de alimento, a temperatura e pH. Seu ciclo de vida pode varia em duração entre uma semana ou até dois anos. Spies e Reiss (1996), assinalaram que a família Chironomidae está subdividida em 11 subfamílias e apenas 5 destas já tiveram a sua ocorrência registrada para o Brasil e apenas uma não teve a sua ocorrência registrada para a região neotropical.

 

Medidas preventivas para o controle de mosquitos

 

  • Vasos de plantas com água - substituir água por terra ou areia. Perfurar o fundo dos vasos para permitir o escoamento da água. Os pratos suportes devem ser lavados e escovados semanalmente.
  • Em plantas que têm cones que acumulam água (ex. bromélias) indicamos que seja “lavado” estes cones por jato de água limpa, borracha com bico, 3 (três) vezes por semana visando à retirada da água acumulada e a reposição desta, solicitamos também que se mantenha um sistema de vigilância nesses locais e se percebido larvas, contactar a Rodan imediatamente.
  • Depósito de sucatas - estocar objetos em galpões ou em locais protegidos da chuva.
  • Terrenos baldios, em obras e jardins. Manter limpos e livres de quaisquer recipientes que acumulem água. Manter gramas e mato aparados.
  • Colocar em recipientes adequados para serem recolhidos pela coleta oficial, garrafas plásticas, latas de refrigerantes e cervejas, copos descartáveis.
  • Manter limpas e desobstruídas, valas, valetas, ralos e calhas.
  • Manter limpos e fechados, reservatórios de água e ralos de escoamento internos da residência.
  • Evitar formação de poças de água em garagens, jardins, áreas de estacionamento, áreas de circulação comum, etc.
  • Manter um programa adequado em residências, edifícios residenciais, restaurantes, bares, e outros de dedetização, de forma a atender, também: caixas de esgoto, gordura, lixeiras, ralos, poços de elevadores, etc.
  • Manter tampas de vasos sanitários sempre fechados quando for ficar afastado por vários dias.

 

 

 

 

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