Afugentamento Pombos RJ



Afugentamento Pombos RJ

Os pombos são de origem Asiática e convivem com o homem há mais de 10 mil anos. São considerados símbolos da paz, porém em áreas urbanas, se transformaram em pragas de grande importância, pelo aumento de sua população, causando incômodo, além de transmitirem doenças. Sua proliferação em ritmo acelerado, ironicamente, tem como principal causador aquele que também é o maior prejudicado por eles, ou seja, o homem. Isso se deve ao costume que muitos têm de jogar alimento aos pombos em praças e outros lugares públicos. Assim, quando ocorre uma infestação por pombos, geralmente se constata que os animais só estão infestando o local porque alguém os alimenta.
 

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Columbiformes

Descrição e biologia

Sua plumagem geralmente apresenta tons de cinza, com tons mais claros nas asas, cauda riscada de negro e pescoço esverdeado. Porém essa coloração pode variar bastante. O bico é curto e fino. Pesam aproximadamente 370 gr, com 28 cm de comprimento. Apresentam dimorfismo sexual sendo as fêmeas sempre menores que os machos. Alimentam-se geralmente de sementes e grãos, porém no ambiente urbano, podem comer o que estiver disponível,

incluindo lixo. Constroem seus ninhos utilizando-se de gravetos, capim ou outros materiais e, preferem locais como blocos de apartamentos com fendas, frestas e balcões, bancadas de ar condicionado, beirais ou parapeitos de janelas e estruturas de galpões. Outra característica dos pombos é que raramente voam para muito longe do local onde costumam pousar. Estão presentes em quase todas as zonas urbanas, com exceção das regiões polares.



Ciclo de vida

Os pombos vivem em média de 3 a 4 anos em ambientes urbanos, podendo chegar até 15 anos em ambientes silvestres. Apresentam hábito monogâmico, ou seja, vivem com o mesmo parceiro o resto da vida. Atingem a maturidade sexual aos 3 meses de vida. A

fêmea deposita 1 ou 2 ovos, de 8 a 12 dias após a cópula. Os ovos são incubados por um período de 17 a 19 dias e pode haver 4 a 6 ninhadas por ano.

Prevenção e métodos de controle

São vetores de cerca de 60 doenças, dentre elas gripes, conjuntivites, toxoplasmose, salmoneloses, psitacoses (doença infecciosa que atinge primeiramente os pulmões e posteiormente baço e fígado), criptococose (doença causada por fungos que se desenvolvem em fezes secas, que infecciona os pulmões), coceiras (provocadas pelos piolhos e ácaros que ficam entre suas penas) e dermatites. Também podem provocar outros danos com acúmulo de penas e fezes, causando entupimentos de sistemas de drenagem, instalação de ninhos em sistemas de ar condicionado, bloqueio de calhas de telhado e infiltração no forro, alteração de sistemas de comunicação quando existe acúmulo de fezes em torres de transmissão. Em sua urina e fezes há uma grande concentração de esporos de fungos e ácido úrico, que corroem monumentos de pedra e bronze, destroem pinturas e rebocos de construções, danificam estruturas de concreto e pinturas de automóveis. Além disso, também podem provocar durante o vôo acidentes, porque podem colidir com aeronaves. Essa colisão pode provocar acidentes sérios, pois a força do impacto de uma ave com até 2,5 Kg com um avião em movimento, pode chegar a 5 toneladas, dependendo da velocidade desse avião.

Principal espécie

- Família Columbidae
Os pombos que habitam a cidade de São Paulo são descendentes dos pombos-das-rochas – Columba livia livia, originários das regiões rochosas do leste Europeu e norte da África. Foram trazidos para o Brasil como animais de estimação ou aves domésticas, em meados do século XVI. Algumas destas aves se libertaram do cativeiro e conseguiram sobreviver e conviver de maneira selvagem, nas regiões em processo de urbanização. A espécie Columbia livia domestica obteve sucesso nos ambientes urbanos, pois as construções das casas rústicas, muitas vezes de barro e de pedras eram muito semelhantes aos penhascos rochosos do habitat natural das aves.
Possuem comportamento gregário, alimentando-se em grupos a procura de grãos e farelos, preferencialmente. Devido à grande capacidade de variação alimentar inerente a esta espécie, em especial em situações de maior competição por alimento (mais de 40 indivíduos por local, provocando duas bicadas por segundo), a preferência alimentar tem apresentado maior diversidade.

Prevenção e métodos de controle

Como o ciclo reprodutivo dos pombos é regulado pela oferta de alimento, diminuir essa oferta é a principal medida a se tomar, conscientizando as pessoas do problema de fornecer alimento aos pombos e esclarecendo sobre os riscos e danos que tal hábito pode provocar.

  • Consertar falhas nas estruturas que permitam a nidificação;

  • Manejo de resíduos orgânicos: O manejo de rações, guarnições, restos alimentares e o acondicionamento adequado do lixo representam medidas relevantes no controle de pombos;

  • Limpeza dos locais infestados: as fezes dos pombos são elementos de alta propagação de microorganismos patogênicos, a limpeza dos locais infestados constitui medida prévia obrigatória em qualquer ação de controle. Recomenda-se o umidecimento das fezes com água, água sanitária ou outro desinfetante, procedendo-se, então, a limpeza e descontaminação do local. O uso de máscara protetora ou pano úmido protegendo as vias respiratórias (boca e nariz) é de extrema importância, pois a inalação de partículas de fezes ressecadas pode induzir a ocorrência de doenças como histoplasmose, criptococose e psitacose. A destinação sanitária dos resíduos é outro passo fundamental de segurança. A finalização do serviço requer a utilização de bactericidas específicos que melhor garantam a descontaminação.

  • Emprego de substâncias anticoncepcionais: é um inibidor de reprodução que deve ser aplicado 2 vezes ao ano, por 3 ou mais anos consecutivos, com alimentação sequencial de 10 dias. A primeira alimentação deve ser oferecida na época de queda da taxa de reprodução, em agosto/setembro. O custo é elevado e o fato de não ser específico pode atingir aves não alvo;

  • Uso de pombais de reprodução controlada: construção de pombais que funcionam como pontos de concentração e nidificação de pombos, onde os ovos e os ninhos passam a ser destruídos de forma controlada. Os ovos devem ser quebrados a cada 2 semanas, até que a mortalidade natural elimine os adultos. Leva de 3 a 4 anos e deve ser empregada junto a outras medidas de controle;

  • Inclinação de superfícies de pouso: modificação física de superfícies de pouso, quanto ao ângulo de inclinação, tornando-as instáveis ao pouso dos pombos que se sentem ameaçados nesta situação de declive;

  • Emprego de acessórios desestabilizadores de pouso: podem ser espículas, molas ou fios de nylon, que ao serem instalados nas superfícies de pouso causam uma sensação de instabilidade para os pombos, provocando seu afastamento. Devem ser instalados ao longo das superfícies e quando estas forem muito largas, recomenda-se o uso de 2 ou 3 fileiras destes dispositivos. Em pequenas áreas (por ex. parapeitos de janelas), as espículas podem ser substituídas pela planta conhecida como “Coroa de Cristo”, que afasta os pombos de modo similar. A fixação artesanal de pregos com as pontas voltadas para cima e próximos uns aos outros podem surtir resultado em áreas limitadas. No caso dos fios de nylon, pode-se optar pelo uso de fios de pescaria, presos nas extremidades por um prego. Os fios devem estar tencionados a 10 cm da superfície e afastados 3 cm entre si. Estes acessórios podem ser empregados em calhas de prédios, parapeitos, beirais e quaisquer outras superfícies a critério da situação encontrada;

  • Vedação de espaços: vedação de vãos de acesso em forros de telhado, saídas de tubulações de serviço e outros espaços, utilizando-se telas, tapumes ou argamassa, conforme a característica do local. Os aparelhos de ar condicionado podem ser recobertos com redes de poliuretano em sua parte externa, para evitar a nidificação de pombos nos vãos. Estas redes são praticamente invisíveis, podendo ser utilizadas em janelas de prédios históricos, para prevenir a entrada de pombos. As telas de arame galvanizado de ¾ de polegada têm maior resistência e vida útil do que as telas de plástico, sendo de custo mais elevado;

  • Emprego de elementos assustadores: os elementos assustadores podem ser de 2 tipos: assustadores visuais e assustadores auditivos: Assustadores visuais: significa o emprego de manequins de predadores e de estruturas refletoras. O emprego de manequins de corujas, falcões ou outras aves de rapina, que são predadores biológicos naturais dos pombos, desencorajam sua aproximação, desempenhando a função de espantalhos. As estruturas refletoras de luz solar, como espelhos e fitas metálicas e luzes estroboscópicas causam um incômodo visual nos pombos, afastando-os dos locais. É importante esclarecer que as aves habituam-se rapidamente às técnicas de susto. Assustadores auditivos: emprego de sons que afugentam os pombos, como explosão de fogos de artifício, chacoalhar de estruturas metálicas (latões, panelas), ultra-som, sons miméticos de predadores, ou tiros de ar comprimido são medidas de efeito bastante transitórios;

  • Persuasão do pouso por substâncias repelentes: emprego de substâncias atóxicas, sem adição de praguicidas ou repelentes químicos, que têm a função de inibir o pouso dos pombos, por causar repelência por irritação de contato. Estas substâncias são em forma de gel, podendo funcionar por períodos determinados pelas características do ambiente. O gel repelente é bastante indicado para parapeitos, vãos de acesso, locais de pouso em fachadas de prédios, grades de aparelho de ar condicionado, estruturas arquitetônicas de alto relevo de prédios de construção antiga e outros;

  • Emprego de cercas eletrificadas: instalação de arame eletrificado como barreira de contenção da invasão de pombos. É uma medida de controle de alto custo, que requer instalação e manutenção profissional especializada. A carga elétrica deve caracterizar-se por uma alta voltagem associada a uma baixa amperagem, visando o afastamento dos pombos por choque elétrico, mas sem sacrifícios da espécie. As cercas elétricas são indicadas somente para áreas afastadas da população humana, pelos riscos de choque;

  • Captura por armadilhas: utiliza armadilhas específicas para captura de aves, tendo como iscas grãos quebrados (trigo ou milho) e 1 a 3 pombos que estimulem a aproximação e eficiência de captura.

 

 

Rodantech Dedetizadora RJ

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